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O campo é realmente especial. Na terra, o cultivo move ciclos contínuos de vida, o ato de olhar pra frente revela horizontes que parecem infinitos e o azul celeste mostra dimensões ainda mais profundas. Talvez seja por isso que o engenheiro agrônomo e zootecnista, Leonardo Alves, acredita que os desafios existem para serem superados e que o céu não é o limite, pois, se preciso for, dá pra ir além. E para que isso seja possível a aposta dele é na tecnologia.

A Família Alves tem tradição na pecuária. A trajetória na criação de gado, que já cruza gerações, desde o avô de Leonardo, se revelou um porto seguro para o seu pai, Leosarte Alves. Porém, Leonardo queria mais e, assim, começou um movimento que transformaria os negócios da Fazenda Grande, área com 3,5 mil hectares, localizada em Acreúna (GO).

No passado, os Alves haviam feito uma tentativa na produção de soja, mas uma frustração fez com que esse passo fosse interrompido. Para Leonardo, obviamente, estava criado um novo desafio. Inquieto, ele queria uma nova chance para a agricultura na propriedade. Já Leosarte estava reticente e cauteloso, achando melhor continuar com foco na pecuária e ‘não mexer em time que está ganhando’. A inquietação do filho agrônomo levou à persuasão do pai e a nova oportunidade veio em 2013.

Boi na fazendo no por do sol
Criação de gado era uma tradição na Família Alves

“Fui para a operação e plantei milho, já que o meu pai não queria soja no início. Depois, fiz os combates com defensivos e me envolvi em todo o processo da cultura. Produzimos 42,5 sacas de milho por hectare. Eu sabia que dava para melhorar bem, mas o resultado foi suficiente para quebrar um paradigma com o meu pai”, conta. Leosarte também tinha percebido o potencial e, então, fez a provocação. “Fomos bem meu filho, mas gastamos muito óleo diesel, tempo e a operação envolveu muita gente. Precisamos melhorar para continuar. Como fazer isso?”, instigou.

Plantação de milho
Plantação de milho foi o primeiro passo para reverter resistência do pai

Leonardo não titubeou. “Vamos precisar de um trator maior e com mais tecnologia agregada para melhorar a qualidade físico e química do solo. O ideal seria comprar um John Deere”, disparou. Dito e feito. Em 2014, a família Alves adquiriu o modelo 7225J, com plantadeira, iniciando um novo tempo na Fazenda Grande.

“A produção ganhou agilidade e teve redução nos gastos com semente e adubação, aplicadas de forma mais precisa. Paralelamente, tivemos outros cuidados para melhorar a estrutura química do solo. Tínhamos um trator que fazia o trabalho de dois e compramos também uma colheitadeira STS9770”, explica Leonardo. A partir daí, com a melhora do solo e os equipamentos cada vez mais acertados, os números falaram mais do que palavras.

Juliana e Leonardo Alves posam em frente a um maquinário da John Deere em sua fazenda
Juliana, mulher de Leonardo, é sua companheira também no campo

No segundo ano já entraram com a soja na safra principal e, no terceiro ano de plantio (segundo com maquinário John Deere), a produção passou para 67,5 sacas por hectare, com picos de 96,5 sacas em alguns pontos da propriedade. Com esses resultados, não deu outra. A produtividade de soja da Família Alves foi premiada pela cooperativa local.

A área plantada também foi crescendo, pulando de 80 hectares para 600 hectares, já com cultura de soja, milho, sorgo e milheto. “O salto foi muito grande e o trator John Deere dava conta de toda essa área sozinho. Produzir alimento é o que eu sei fazer de melhor, com toda dedicação e trabalho realizado com amor. Também tenho colaboradores muito comprometidos, de grande valor. Contudo, se não contarmos com a tecnologia associada a tudo isso, a mágica não acontece”, enfatiza o produtor.

De fazenda para empresa

Com o advento da tecnologia, a família Alves mudou o foco da pecuária para a lavoura. O rebanho caiu pela metade e a área de lavoura só aumentava, chegando a 990 hectares. O crescimento exigiu nova forma de lidar com a produção e mais maquinário avançado.

“O brasileiro tem por hábito se referir ao local de produção como fazenda. Eu chamo de empresa. Temos que produzir muito mais, na mesma área e durante o ano inteiro. Com excelência na gestão, é preciso tirar o máximo da propriedade e da tecnologia para chegar ao nível mais alto de produtividade”, aponta Leonardo.

Segundo ele, a plantação de soja tem que acontecer no momento certo em relação ao clima e o mesmo vale para a aplicação dos defensivos, pois, logo na sequência, vem o plantio de milho. Essa engrenagem deve funcionar como um relógio.

Leonardo Alves em meio à plantação na Fazenda Grande, em Acreúna (GO)
Em pouco tempo, área destinada à agricultura na Fazenda Grande pulou de 80 para 600 hectares
Leonardo Alves conduz trator John Deere na Fazenda Grande, em Acreúna (GO)
Um único trator John Deere, nas mãos de Leonardo Alves, dava conta de plantar 600 hectares de área

A solução chegou por meio da colheitadeira S690, considerada por Leonardo o xodó da propriedade. Ela revolucionaria seu modo de fazer agricultura. “A equipe da Casa do Pica Pau, nosso concessionário John Deere, me convidou a uma feira em Vianópolis (GO). Fui e me deslumbrei com a tecnologia conectada do JD Link”, confessa.

A instalação do sistema de monitoramento aconteceu neste ano e Leonardo passou a ter, remotamente, todo o suporte da equipe de técnicos e agrônomos da concessionária John Deere. “A partir do momento em que você liga a máquina, tudo é acompanhado em tempo real. A S690 tem muita tecnologia embarcada, cheia de sensores e cada componente eletrônico gera dados. Esse monitoramento otimiza ao máximo todas as atividades e a equipe John Deere não deixa passar nada, desde uma movimentação incomum, fora da rotina habitual, ao momento de descarregar a máquina. Para a manutenção, o JD Link é perfeito, pois avisa rigorosamente sobre temperatura, regulagem e deslocamentos, além de eventuais necessidades de troca de óleo do motor ou do sistema hidráulico, bem como do líquido de arrefecimento do radiador. Também informa sobre revisões programadas e, com isso, evita depreciação do equipamento, além de perdas com maior consumo de combustível ou qualquer aspecto que possa diminuir a produtividade”, destaca.

Ele ressalta ainda que, em caso de necessidade de visita do mecânico, o profissional já chega com informações sobre o serviço e, até mesmo, com peças. “O ganho de agilidade em todas as etapas desse processo é imenso”, celebra.

Colheitadeira S690
Colheitadeira S690 revolucionou a maneira de trabalhar na propriedade da família Alves
Monitoramento de dados gerados pela máquina em tempo real, com suporte remoto de técnicos e agrônomos da John Deere, permite otimizar a operação e facilita o aumento da produtividade

Essa revolução ampliou ainda mais as oportunidades para a agricultura na fazenda. Porém, Leonardo já estava sobrecarregado com envolvimento direto na operação e a equipe era reduzida. Em muitos casos, tal cenário poderia atrapalhar os planos, mas não na Fazenda Grande. Assim como o marido, Juliana Alves não foge à luta quando se depara com um desafio. Literalmente, ela entrou em campo, com as mãos no volante e, em pouco tempo, se tornou uma peça importante na equipe. “Teve homem falando que colocar mulher no comando do maquinário não ia dar certo, mas ela provou que dava conta sim”, conta Leonardo com orgulho.

Juliana Alves na Fazenda Grande, em Acreúna (GO)
Juliana Alves aprendeu a operar o maquinário e atua ao lado do marido Leonardo, impulsionando a produção agrícola na Fazenda Grande e comprovando que a superação de desafios faz parte do DNA de toda a família

Para ele, a tecnologia muito intuitiva e a funcionalidade dos recursos também contribuem para que a fazenda possa contar com o envolvimento de outras pessoas com as máquinas.

Mas isso é só o começo. Os resultados excepcionais da colheita de sorgo e milho na safrinha abriram novos horizontes e uma nova visão de agricultura para a família. Além de monitorar a máquina, Leonardo Alves quer monitorar a produção.

“Agora, vamos ao encontro da agricultura de precisão. Compramos mais três tratores prontos para a conectividade, sendo os modelos 8R320, 6J190 e 6J125. Também adquirimos uma plantadeira 2126, com 24 linhas de 50 centímetros de espaçamento e taxa variável para semente e adubo. Ela permitirá saber o que está caindo em cada momento e, em conjunto com os mapas de produtividade, possibilitará cruzamento de informações para identificar locais onde a produção está sendo menos eficiente e pode melhorar”, conta entusiasmado.

O encantamento com a tecnologia de Leonardo é comprovado por Reginaldo Garcia, da concessionária Casa do Pica Pau. “Ele é uma pessoa bastante aberta aos novos recursos e tem uma disciplina que poucos demonstram, devorando cada manual de equipamento e sistema. Para conversar com ele sobre maquinário e tecnologia tem que ser craque, senão acaba levando um baile”, garante.

Tela de monitoramento de dados do Sistema JD Link, em uma colheitadeira John Deerer modelo S690
Leonardo Alves: cada real investido em tecnologia rende mais do que a maioria das aplicações financeiras

Por conta disso, as novidades não param. Para 2020, a Família Alves prevê plantio em 1.100 hectares na Fazenda Grande. Outra meta é acrescentar à seleção de maquinário o pulverizador modelo M4030, com os mais avançados recursos tecnológicos e de conectividade embarcados. Para Leonardo, o investimento é justificado pela maior eficiência, com importância fundamental do monitoramento, que proporciona diminuição no uso de defensivos e de desperdícios na aplicação de outros insumos.

Juliana e Leonardo Alves caminham de mãos dadas pelo campo
Juliana e Leonardo caminham juntos com muitos planos para o futuro, sempre de mãos dadas com o amor por produzir alimentos e pela tecnologia

“Cada real investido em tecnologia rende mais do que a grande maioria das aplicações financeiras. Realmente dá retorno”, conclui Leonardo. Os planos para o futuro não deixam dúvidas de que a palavra limite foi riscada do vocabulário da família Alves.






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