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O ano de 1999 foi emblemático sob vários aspectos. O Plano Real ia de vento em popa; a internet explodia no Brasil e no mundo, e aguardávamos a tão esperada virada do milênio, em meio às mirabolantes teorias do fim do mundo. Era também um momento em que o governo brasileiro deixava definitivamente de tutelar o setor sucroenergético, liberando os preços do álcool anidro em 1997 e do álcool hidratado dois anos depois. Pois foi em meio a esse cenário que se deu a inauguração da fábrica da John Deere em Catalão, Goiás, para produzir as primeiras colhedoras de cana do Brasil. E lá se vão 20 anos!

Tudo começou em 1997, quando a John Deere adquiriu a Cameco americana, com o objetivo de entrar definitivamente no mercado canavieiro. Em 1998, Mike Evitts e John Wells, dois executivos da John Deere americana, se mudaram para Catalão para iniciar a construção desta nova unidade. Durante quase um ano a empresa funcionou em um pequeno escritório alugado, na “Rua do Córrego”, e foi ali que a primeira semente foi semeada, os primeiros funcionários foram contratados, a primeira confraternização de fim de ano, os primeiros de muitos objetivos…  Catalão seria a segunda unidade da companhia no Brasil, porém, diferentemente de Horizontina, onde já existia uma planta que produzia colheitadeiras, plantadeiras e tratores, a de Catalão saiu do zero.

A localização era perfeita, no coração do Brasil, no sudeste goiano. A cidade já tinha um histórico de indústrias na área de mineração, sendo uma das maiores produtoras de nióbio e fosfato do mundo. Ao mesmo tempo, a Mitsubishi acabava de anunciar a sua instalação no município. Era necessário erguer a fábrica de colhedoras em um local que atendesse à principal região produtora de cana no país, concentrada nos estados de São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais.

Vista aérea da fábrica da John Deere em Catalão (GO)
Localização da fábrica de Catalão, em meio à rota entre o Norte e Sul do País, favorece a produção e escoamento do maquinário agrícola

Sempre visionários, viram que futuramente essa unidade também poderia produzir e escoar facilmente outros maquinários agrícolas: a BR-050 passa na porta da fábrica e é uma importante artéria de ligação entre o Norte e o Sul do País.

Assim foi feito e em 21 de outubro de 1999 era inaugurada a fábrica de Catalão com as presenças do presidente da John Deere, Robert Lane e o então o vice, Samuel Allen, (hoje atual CEO). “Foi uma oportunidade única a de fazer parte desse desafio de produzir a primeira colhedora de cana-de-açúcar no Brasil”, relembra o então montador Roberto de Oliveira Borges. Aos 46 anos e natural de Catalão, Borges atualmente ocupa o cargo de Responsável por Suporte ao Produto. “Éramos seis montadores e, com o apoio dos demais departamentos, que também ainda eram pequenos, conseguimos atingir nosso objetivo”. Foram 20 funcionários que iniciaram a jornada da fábrica de Catalão ainda em 1998. Atualmente, são pouco mais de 740 em seus mais de 56 mil metros quadrados de área construída.

Também filho da terra, Lucas Paulino Oliveira da Silva chegou à empresa em março de 1999 e desde sempre atuou na área de Recursos Humanos. Iniciou como analista de RH e chegou ao cargo de Gerente de RH da unidade. Ele conta que grande parte dos primeiros funcionários veio de Horizontina, dada a experiência na fabricação de máquinas agrícolas.

Cerimônia de inauguração da fábrica da John Deere em Catalão (GO) contou com a presença de Robert Lane e Samuel Allen, que à epoca eram, respectivamente, presidente e vice-presidente da John Deere
Robert Lane e Samuel Allen, que à epoca eram, respectivamente, CEO mundial e vice-presidente mundial da John Deere, estiveram na inauguração da fábrica de Catalão
Mike Evitts, gerente da fábrica da John Deere em Catalão (GO) junto dos colaboradores da unidade
Mike Evitts, gerente da fábrica da John Deere em Catalão, e os colaboradores da unidade, no ano de 1999

“Estes mesmos funcionários foram enviados para Thibodaux, nos Estados Unidos, para aprender sobre a produção de colhedoras de cana. Retornaram ao Brasil para treinar e repassar as informações aos funcionários recém-contratados”.

Paulatinamente, Catalão começou a produzir duas unidades da colhedora por semana e, mais adiante, uma por dia. “Rapidamente, conseguimos produzir duas colhedoras por dia, até chegarmos a uma excelente marca de seis unidades por dia”, conta Borges que, antes de se tornar colaborador na John Deere, trabalhava com a família como mecânico de automóveis. “É uma empresa que incentiva o crescimento pessoal e profissional de seus funcionários. Dentro das minhas possibilidades e oportunidades, busquei meu desenvolvimento e o espaço dentro da companhia”. Na sua jornada, ele foi assumindo responsabilidades, passando por cargos de liderança de produção no setor de montagem.

Roberto de Oliveira Borges, responsável por Suporte ao Produto, na fábrica da John Deere em Catalão (GO)
Roberto de Oliveira Borges era um dos seis montadores quando a fábrica foi inaugurada. Depois de passar por vários cargos de liderança de produção na montagem, se tornou responsável por Suporte ao Produto

Durante quase três anos, as colhedoras foram produzidas com a marca Cameco, amarela. A partir de 2002, passaram à tradicional cor verde já como John Deere.

Um importante movimento ocorreu na fábrica de Catalão em 2012, com o início da produção de pulverizadores, após investimentos de R$ 60 milhões na ampliação da unidade

Em 2012, um salto importante foi o início da produção de pulverizadores. Os investimentos de R$ 60 milhões na fábrica haviam sido anunciados dois anos antes. Essa ampliação resultou em 120 novos empregos diretos e, pelo menos, 380 indiretos. A produção de colhedoras se concentra entre os meses de novembro e abril, alternando com a produção de pulverizadores. “Com esta distribuição conseguimos resolver um problema que tínhamos com relação à manutenção da força de trabalho na baixa da produção das colhedoras de cana”, explica Lucas Silva. “A empresa faz investimentos constantes em ampliações e modernização da fábrica, o que coloca a unidade de Catalão em destaque no mundo”.

A exemplo do colega Roberto Borges, Lucas Silva faz parte integralmente desta jornada, comandando o RH. “A John Deere efetivamente mudou a cultura local. Por se tratar de uma empresa americana, o inglês não era prioridade para as pessoas. A partir de então, houve uma revolução na busca por estudar inglês”, observa. A companhia investe e apoia a formação educacional e a relação com a comunidade, sobretudo após o estabelecimento da Fundação John Deere. Em Catalão, não é diferente. Lucas Silva, por exemplo, coordena um projeto social da John Deere junto ao asilo Antero Costa. “A unidade tem como premissas fundamentais a valorização, o respeito, a comunicação aberta, a relação de confiança, o reconhecimento e oportunidades internas para as pessoas. Exemplo desta iniciativa: 100% dos gerentes, 70% dos supervisores, 60% dos engenheiros e 100% dos técnicos vieram de recrutamento interno”, contabiliza.

Lucas Paulino Oliveira da Silva, gerente de Recursos Humanos da Fábirca da John Deere em Catalão (GO)
Lucas da Silva, gerente de RH da fábrica: investimentos constantes em ampliações e modernização colocam a unidade em destaque

“A John Deere investe e apoia a formação educacional e a relação com a comunidade, sobretudo, após o estabelecimento da Fundação John Deere. A unidade de Catalão tem, entre suas premissas fundamentais, a comunicação aberta, relação de confiança e o reconhecimento”

Lucas Paulino Oliveira da Silva, gerente de RH da fábrica da John Deere em Catalão e coordenador de um projeto social da empresa no asilo Antero Costa
Funcionários da fábrica da John Deere em Catalão e, ao fundo, um pulverizador produzido na unidade
Em março de 2019, Samuel Allen, CEO mundial da John Deere, visitou a moderna fábrica de Catalão, que se destaca entre as operações da empresa no mundo, produzindo colhedoras e pulverizadores, em 56 mil metros quadrados de área construída

A história de expansão da fábrica de Catalão teve seu mais recente capítulo em março de 2017, fruto de investimentos de US$ 40 milhões aplicados a partir de 2014, que culminaram com uma maior automatização da planta, para atender a necessidade crescente por produtos e serviços de agricultura de precisão. A fábrica de Catalão está comemorando os seus primeiros 20 anos de idade, mas já se preparando para os 20 que virão!

As ações comunitárias em Catalão
• John Deere Inspire – First Lego League
• John Deere na Escola – Grêmio Estudantil, reforma de estrutura, sala de computadores e mentoria, entre outras atividades.
• Instituto História Viva – Contadores de história
• Junior Achievement
• Programa Desenvolvimento Comunitário – Parceria com a Global Communities
• Organizações da Sociedade Civil (OSC) – 11 entidades mapeadas e sendo trabalhadas com ações de voluntariado corporativo

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