Please enable JavaScript to view the comments powered by Disqus.
Fale com o John Deere Journal

O abacaxi pérola é responsável por 88% da produção nacional da fruta e por quase 100% da produção comercial do Norte e Nordeste do País. Mas é no Centro-Oeste que desponta um aguerrido agricultor que tem planos audaciosos e metas bastante definidas para curto, médio e longo prazos. Silvano Aparecido Barbosa, de 41 anos, começou a plantação em 2004 quase por acaso em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. Atualmente, ele colhe de 300 mil a 400 mil frutas por ano no Sítio Chapada e, em dois anos, almeja atingir a marca de 1 milhão por ano.

Silvano, no entanto, admite que fazer esse salto em tão pouco tempo não depende do “querer”, mas também de tecnologia e de terra disponível. Dos 26 hectares atuais, ele precisaria saltar para, no mínimo, 60 hectares. Cada hectare comporta de 28 mil a 30 mil pés da planta.

Até o abacaxi aparecer em sua vida, há 15 anos, Silvano plantava vassoura caipira, feijão, amendoim, arroz, milho, tudo manualmente. Certo dia, uma carreta do governo apareceu na região com 100 mil mudas de abacaxi destinadas a um outro projeto nas proximidades. Muitas delas já estavam apodrecidas, sem possibilidade de uso. Sobraram 40 mil mudas, compartilhadas com Silvano e outras famílias de agricultores. Muitas delas morreram e, aos poucos, Silvano fabricou suas próprias mudas. A partir dali, ele abandonou as demais culturas para se concentrar exclusivamente no abacaxi. O milho plantado serve apenas para a silagem.

Silvano Barbosas com plantação de abacaxi e trator John Deere ao fundo
Silvano abandonou as demais culturas para se concentrar no plantio do abacaxi

Aos poucos, e por conta própria, ele e o pai José Salvador Barbosa, de 64 anos, foram entendendo melhor sobre as nuances de uma plantação de abacaxi. Faltava, no entanto, assistência técnica para lhe ajudar a percorrer esse caminho com maior precisão. Há um ano, a ajuda surgiu por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que começou a lhe orientar em todo o processo do cultivo, como análise da terra, quantidade de calcário, utilização de fungicidas, adubos, entre outros.

“Uma hora a gente acertava, em outra errava e assim seguimos desde 2004. Algumas coisas que os técnicos nos falam hoje a gente já sabe, outras estamos melhorando”

Silvano Barbosa

A vida no maior assentamento da América Latina

A infância de Silvano esteve totalmente ligada ao campo, mas um dia seu pai se cansou de trabalhar como meeiro. Quando tinha 12 anos, a família decidiu mudar para a cidade. Ali Silvano conheceu Elisângela, se casou e tiveram um único filho, Diogo, hoje com 16 anos. Junto com o pai e mais dois irmãos, em 2004, a família adquiriu um pedaço de terra no Assentamento Antônio Conselheiro, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Silvano Barbosa, a esposa Elisângela e o filho Diogo
Silvano com Elisângela, dona de uma pequena fábrica de polpa de abacaxi, e o filho Diogo, de 16 anos

Trata-se do maior assentamento da América Latina, com distribuição de 999 lotes em área total de 37.258 alqueires, entre as cidades de Tangará da Serra, Nova Olímpia e Barra dos Bugres.

“Compramos a terra, seguimos todas as exigências do Incra e estamos regularizados desde o início”, conta. Hoje, cada irmão e o pai têm seu próprio sítio no assentamento. Na roça, Silvano conta com ajuda de um funcionário e do filho Diogo. Torce para que o rapaz siga seus passos, mas prefere não forçar e o apoia nos estudos. Silvano sabe da importância da educação e, ele próprio, chegou a entrar na faculdade de Agronomia em Tangará da Serra. Só que percorrer 51 km de ida e volta diariamente, após um dia puxado no campo, foi demais para seu corpo e cabeça.

Aliás, o encerramento de sua dura labuta no campo tem data marcada: ele quer se aposentar aos 50 anos. Ou seja, daqui a nove anos. Isso não significa ficar parado, mas passar a ter uma função mais administrativa no Sítio Chapada, com alguém de confiança assumindo seu lugar na plantação. Assim, Silvano quer tempo para viajar e aproveitar mais a vida ao lado de Elisângela.

Caminhão de abacaxi com funcionário de Silvano Barbosa
Silvano se prepara para cuidar da administração do negócio e deixar a plantação com funcionários

Vale destacar que Elisângela também não descansa dia e noite. Ela é proprietária de uma pequena fábrica de polpa de abacaxi. Já chegou a produzir 2 mil quilos de polpa por semestre, quando fornecia o produto para a merenda escolar para o Município e também para o Estado. Seu plano, agora, é adquirir nova máquina para ampliar a produção e passar a atender hotéis e restaurantes da região.

A importância da Tecnologia para atingir metas

Tem algo que ainda intriga Silvano em relação à plantação do abacaxi. Desde 2004, ele ainda não conseguiu colher a fruta entre janeiro e abril. “A temperatura baixa faz a planta florescer antes do tempo”, explica. De origem tropical, o abacaxi tem alta resistência à seca e seu cultivo é mais indicado em regiões com temperatura entre 22º e 32º.

Equipe da Áster Máquinas, concessionária John Deere, com a família de Silvano Barbosa, produtor de abacaxi de Tangará da Serra (MT)
Equipe da Áster Máquinas, concessionária John Deere, com a família Barbosa

Se, no início, o processo utilizado no sítio era todo manual, aos poucos Silvano foi se equipando. Atualmente, ele tem hoje um caminhão com 120 mil km rodados e três tratores, sendo um deles o John Deere 5078E cabinado. Segundo ele, esse trator é utilizado, principalmente, para puxar a plantadeira. O pai, José Salvador, também encomendou um trator semelhante, modelo 2020, para a Áster Máquinas, concessionária John Deere da qual são clientes.

“O grande atrativo para adquirir o trator da John Deere foi a garantia de 1,5 mil horas ou três anos, com óleo e manutenção por conta da empresa nesse período. O que vi na John Deere me encantou. Para avançar e atingir minha meta é necessário ter muita tecnologia”, destaca. Entre seus sonhos, consta a aquisição de um trator com piloto automático.

Trator John Deere 5078E cabinado, puxando plantadeira de abacaxi
Silvano conta com apoio de um trator John Deere 5078E cabinado, utilizado para puxar plantadeira

O escoamento do produto ainda é regional, mas os planos de Silvano preveem exportação no futuro. “Vou começar a me informar melhor a respeito porque é preciso seguir uma série de normas para eles aceitarem o produto em outros países. A lucratividade é difícil hoje porque compramos insumos em dólar e vendemos o produto em real”, continua.

“Hoje temos pouca terra e é preciso aproveitar o terreno ao máximo. Com o piloto automático será possível fazer um plantio de precisão, sem necessidade de arremates”

Silvano Barbosa

Assim, sem parar de agir no presente e pensar no futuro, Silvano segue com todos os planos delineados na cabeça. “Vou investir e melhorar sempre para meu abacaxi não ficar para trás”. Os consumidores agradecem.

Confira outras grandes histórias sobre como a tecnologia transforma a produção:

• Tecnologia abre novos horizontes para a produção na Fazenda Grande, em Acreúna (GO)
• Sim, o Brasil já produz azeite. E dos bons! Maquinário de ponta impulsiona olivicultura no País
• Equipamentos de construção da John Deere otimizam produção do sal no Rio Grande do Norte

Comentar
Comentários