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    Uma história dedicada ao campo. Assim, dia a dia, é construída a trajetória da Família Castro, no município de Candeias (MG). Essa jornada começou há mais de quatro décadas com o agricultor José Fernandes de Castro. Junto de sua esposa Ruth Alvarenga de Castro, começou o trabalho com pecuária leiteira e produção de café na década de 1970. Em 1973, adquiriu a primeira parte da área em que planta hoje e comprou também seu primeiro trator, embora na época quase tudo fosse feito na base do lombo de burro e pescoço de boi.

    Castro, porém, se revelou um visionário e empreendedor nato. Assim, a Fazenda Sapé prosperou e a área trabalhada foi avançando aos poucos. Inquieto e sempre atento às tendências, ele começou a mudar o perfil da sua produção agrícola já em meados dos anos 1980. O produtor, que trabalhava também com pecuária de corte, já via nos grãos um potencial para bons negócios.

    Em 2007, iniciou a produção de soja e milho. Esse movimento foi complexo e ousado, pois ele foi o primeiro a trabalhar essas culturas naquela região. Castro foi evoluindo a cada safra e seu exemplo transcendeu os negócios da família. Logo se tornou referência para pequenos e médios produtores locais, abrangendo também outras cidades como Campo Belo, Cristais e Formiga. Buscando sempre melhorar e de olho nas inovações para se manter competitivo o agricultor se tornou cliente da John Deere.

    José Fernandes de Castro e seu trator John Deere 6150J
    Empreendedor nato, José Fernandes de Castro foi visionário tanto ao apostar na produção de grãos no cerrado mineiro quanto na convicção de que a tecnologia revolucionaria a agricultura

    No entanto, em 2018, um câncer de pâncreas extremamente agressivo tirou sua vida aos 77 anos, mas o legado de José Fernandes de Castro se mantém vivo.

    De pai para filho

    A vida de seu filho, Altivo José de Castro, de 50 anos, mudou radicalmente em 23 dias. “Em outubro de 2018 morava em Curitiba e fui visitar meu pai. Ele passou mal e fomos investigar o que acontecia. Descobrimos a doença e, no seu ápice, meu pai me pediu que eu assumisse a operação da fazenda e conduzisse os negócios. Não voltei mais para a capital paranaense”, conta Altivo.

    Apesar da formação em Zootecnia, Altivo não tinha intimidade com a sojicultura e a milhocultura.

    “Tive que passar por uma adaptação rápida. Eu acompanhava o trabalho do meu pai e trocava muita ideia com ele, mas nunca havia plantado um pé de soja ou de milho. Não tinha experiência e precisei aprender na prática”, confessa.

    Altivo José de Castro, com o trator John Deere 6150J, na Fazenda Sapé, em Candeias (MG)
    Em meio à necessidade de rápida adaptação para produzir soja e milho, Altivo José de Castro teve a tecnologia como uma das principais aliadas

    José Fernandes sempre teve coragem e vontade de fazer as coisas e não titubeou em perceber que trabalhar com recursos modernos e avançados poderia transformar o trabalho no campo. Assim, ele adquiriu um trator John Deere 6150J e contava também com uma colheitadeira John Deere S440. Nesse sentido, deixou também um aliado importante para seu filho: a tecnologia.

    Isso foi fundamental para a produção de soja e milho em 280 hectares, sendo 240 destinados à soja e 40 ao milho na safra principal. Na safrinha, toda essa área é dedicada à cultura do milho.

    Produção de Grãos na Fazenda Sapé, propriedade da Família Castro, em Candeias (MG)
    A Fazenda Sapé, propriedade da Família Castro em Candeias (MG) destina uma área de 280 hectares à produção de grãos. Na safra principal, são 240 hectares para a sojicultura e 40 para a milhocultura. Já na safrinha, o espaço é completamente voltado ao plantio de milho

    “Quando meu pai começou, o plantio era feito com capinadeira e arado puxados por cavalo. Ele promoveu uma grande transição na produção, passando do artesanal para o alto nível. Hoje, estamos tão bons em relação ao uso de tecnologia quanto os grandes produtores”, ressalta.

    “Explorar a tecnologia no campo é um caminho sem volta. E o retorno de cada real investido em tecnologia é de 100% porque sem a tecnologia eu não consigo produzir e ter resultado”

    Altivo José de Castro, produtor de milho e soja em Candeias, no cerrado mineiro

    Cerrado impõe desafios

    Produzir soja e milho no cerrado traz ao agricultor alguns obstáculos. Altivo explica que o principal desafio é a correção do solo para aumentar a fertilidade. “Nesse processo, a tecnologia é importante para aplicação correta do adubo adequado. Corrigimos acidez, nível de cálcio e magnésio. Além disso, fazemos o acompanhamento frequente, com análises das características físicas e químicas do terreno, que funciona como uma sincronização de fatores”, ilustra.

    Área de cultivo de grãos na Fazenda Sapé, pertencente à Família Castro, em Candeias (MG)
    Correção do solo, envolvendo níveis de acidez, cálcio e magnésio, é o grande desafio para produtores de grãos no cerrado. Adubação adequada e, principalmente, identificar o momento certo para o plantio também são decisivos para conquistar bons resultados de produtividade

    Para Altivo, a umidade do solo é crucial na produção de soja. Esse aspecto precisa ser complementado com as condições de tempo adequada. Isso significa que não basta seguir as datas indicadas. Segundo ele, identificar o momento certo desse conjunto para tomar a decisão de iniciar o plantio é o momento mais desafiador, pois, se a cultura começar de forma correta, a probabilidade de os resultados serem bons é muito grande.

    Esse conhecimento na busca pela maior produtividade levou anos de preparo e tudo culmina com a utilização dos melhores recursos em termos de maquinário. “Tudo mudou com os equipamentos e não é mais possível cultivar uma área grande sem mecanização. O maquinário ajuda a minimizar falhas, operando em escala e em série”, destaca.

    Ele cita como exemplo o plantio com o trator John Deere 6150J. “O equipamento com piloto automático reúne todas as características para aumentar o nível de precisão do plantio. Trabalhar nessa atividade com dados obtidos via satélite permite plantar sem desvio de rota e com melhor precisão entre as linhas, otimizando a produtividade por hectare”, enfatiza.

    Altivo José de Castro acompanha de perto a colheita de grãos na Fazenda Sapé, em Candeias (MG)
    Altivo José de Castro acompanha de perto tudo que é relativo à operação da Fazenda Sapé. Com ajuda de recursos mais avançados de tecnologia e foco no plantio de precisão, a meta é chegar à média de 90 sacas de soja por hectare na próxima safra

    Por conta disso, Altivo considera excelente o recurso de piloto automático. O resultado pode ser visto no momento da colheita. “Temos média de 80 sacas de soja por hectare e, em alguns pontos, chegamos a 90 sacas. Na próxima safra, temos como meta chegar à média de 90 sacas”, diz entusiasmado.

    “Vejo dois pontos predominando no futuro da produção. Os tratamentos culturais entre o plantio e a colheita com equipamentos adequados e o plantio de precisão”

    Altivo José de Castro

    Para alcançar esses objetivos, a Família Castro explora ao máximo os treinamentos oferecidos pela John Deere, pois permitem que a equipe saiba tudo o que a máquina pode fazer e qual a capacidade dos equipamentos.

    “Meu pai nasceu e dedicou sua vida ao campo, assim como minha mãe. Hoje, eu sigo os passos dele e cuido da fazenda com gosto e amor pela presença e satisfação dela”, revela Altivo. Não restam dúvidas de que a paixão da Família Castro pelo campo e sua tradição de produção na Fazenda Sapé continuará por muitos e muitos anos.

    “Fazer a coisa certa, na hora certa, é extremamente importante; Fazer bem feito, o que exige dedicação e gostar do que faz; Não fazer por obrigação, mas sim por prazer e paixão”

    Altivo José de Castro, sobre o caminho para o sucesso na agricultura

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