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    Momento de alegria: o fim da colheita e o início de um novo ciclo

    O gosto pelo campo e pela dança veio do pai. No entanto, foi entre os passos de tango e gafieira com uma aluna que Sérgio Adriano Estevo iniciou nova trajetória em sua vida. Além da farmacêutica Ana Tereza, ele também conquistou o sogro que gostava de lavoura, mas não tinha experiência em lidar com a terra. Hoje, Sérgio administra os oito alqueires do Sítio Matão, próximo a Santa Bárbara d’Oeste (SP), focado na pecuária leiteira. Em quatro anos de atividade, a produção saltou de 60 litros para mil litros por dia.

    Essa história começa em 2010 no interior de São Paulo. Sérgio havia montado academia de dança após deixar o trabalho de 19 anos em empresa do setor têxtil na cidade de Americana. Ali, ele havia migrado de ajudante geral para tecelão e, mais tarde, supervisor da área mecânica. Ele sempre gostou de máquinas, desde menino era apaixonado por tratores. Além da dança, esse também foi um gosto herdado do pai, que por 56 anos trabalhou em uma mesma fazenda na divisa com Minas Gerais, para onde se mudou após chegar da Bahia.

    Ana Tereza logo passou de aluna a namorada. Juntos, eles eram contratados para se apresentar em diversos lugares. No entanto, lesões no joelho de Sérgio, causadas pela prática de 12 anos de karatê, o afastaram da dança profissional. A academia foi fechada e ele começou a trabalhar na farmácia de manipulação de Ana Tereza. Com o sogro, que também gosta de dançar, a afinidade se estendeu para um outro campo. “Ele tinha um sítio improdutivo. Era uma pessoa da cidade, mas com o coração na terra. Foi quando me ofereceu para fazer algo no terreno”, conta.

    Sérgio Estevo e Ana Tereza dançando samba
    Sergio Estevo e Ana Tereza dançando tango
    Sérgio ensinou para Ana Tereza os segredos da dança de salão e, juntos, eles levavam essa alegria a muitos lugares

    Começo nada fácil

    Entre essa conversa e o início efetivo do trabalho levou alguns anos. Antes, foi preciso retirar os inquilinos do terreno, reformar a casa, limpar a área, erguer cercas, entre várias outras ações fundamentais para levar o negócio adiante. Juntos, decidiram investir na aquisição de 12 vacas. A região não tem tradição leiteira e, no começo, era difícil encontrar compradores.

    Fora isso, sem equipamentos para plantar e colher os alimentos dos animais, eles precisavam comprar os implementos, o que elevava os custos. O primeiro trator adquirido era velho e necessitava de manutenção diária. “Quando precisávamos dele, sempre quebrava. Nunca sobrava dinheiro, não tínhamos receita”, lembra.

    Era preciso virar o jogo. Foi quando amigos indicaram os tratores John Deere. Sérgio foi em busca de informações sobre financiamento e o modelo mais adequado as suas necessidades. Decidiu adiar os planos de trocar de carro e adquiriu o modelo 5080E, que utiliza para preparar o solo, plantar e transportar alimentos aos animais, entre outras funções.

    Sítio Matão no início da reforma
    Vaca leiteira de propriedade do Sítio Matão
    No começo, muito trabalho para transformar o Sítio Matão. Atualmente a produção de leite é de mil litros diários

    “A vida mudou a partir da chegada do novo trator John Deere. Sou apaixonado por lavoura, gosto de preparar o solo, fazer silagem. Esse equipamento nos atende em todos os sentidos”

    Sérgio Adriano Estevo

    Mais do que um cliente, Sérgio é encarado como um parceiro da Terraverde, concessionária John Deere localizada em Piracicaba. Após a compra do trator 5080E, em dezembro de 2019, ele se tornou um difusor da marca entre os amigos do setor agropecuário. Para o supervisor de vendas Guilherme Oliveira, não resta dúvidas sobre o salto produtivo no Sítio Matão após essa aquisição. “Quando ele nos procurou tinha um equipamento bem defasado. O financiamento foi aprovado com facilidade, com boas condições, e na sequência ele começou a cotar outros implementos. Agora ele pode plantar mais silo, tratar o gado de maneira adequada e aumentar a produção”, afirma.

    “A propriedade rural é uma indústria a céu aberto e os agricultores precisam de todas as engrenagens funcionando para girar a produção”

    Guilherme Oliveira

    Com certeza, tanto empenho e dedicação ao longo dos últimos anos resultaram na evolução do negócio. Com o tempo, as 12 vacas foram parindo e o rebanho cresceu. Hoje eles contam com 80 cabeças no total, com média de 40 delas em lactação. Outro impulso veio com o fechamento do primeiro contrato com uma grande empresa, a Shefa, para quem forneceram matéria-prima por cerca de dois anos. Atualmente, o Sítio Matão é fornecedor exclusivo da Nestlé, empresa que transmitiu muito conhecimento e deu apoio necessário para melhorar a qualidade do produto final.

    Próximos passos

    Toda a produção diária de mil litros segue para a Nestlé, mas Sérgio estuda a entrada paulatina no ramo de queijo artesanal. Inclusive já analisa a aquisição de equipamentos com essa finalidade.

    Sérgio Estevo conduz o trator modelo 5080E, da John Deere, no Sítio Matão, no interior paulista.
    União entre trabalho com dedicação e maquinário eficiente foi fundamental para o salto da produção de leite no Sítio Matão

    Apesar da correria cotidiana para administrar o sítio, que conta com três funcionários, ele ainda dá expediente na farmácia de manipulação de Ana Tereza.

    Seus dois filhos, de relacionamento anterior, moram com o casal. Serginho, de 16 anos, quer ser veterinário e trabalhar com nutrição animal. Raika, de 13, provavelmente vai seguir os passos na área farmacêutica. Ana Tereza, com sua experiência profissional, também colabora no sítio para que o leite seja o mais orgânico possível. 

    Sérgio, agora com 45 anos, deixou para trás o dançarino profissional e as competições de karatê. Mas, sempre que pode, convida a parceira para dançar uma gafieira e acompanha o filho no jiu jitsu. A vida é isso: um acumulado de experiências e a coragem de enfrentar novos desafios.

    O filho Serginho planeja trabalhar com nutrição animal. Raika pensa na área farmacêutica. Na torcida, Sergio e Ana Tereza

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