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    Nova Palma é uma cidadezinha na região central do Rio Grande do Sul, a 308 quilômetros de Porto Alegre. Se juntar toda a população em um estádio, ainda sobra bastante lugar. São pouco mais de 6,5 mil habitantes, boa parte composta por descendentes de italianos e alemães. A economia é bastante centrada na agricultura familiar, com o cultivo de tabaco, feijão e um pouco de trigo, milho e soja.

    O plantio costuma ser feito em propriedades relativamente pequenas. Mas havia um caso muito peculiar de pequeníssima propriedade, com um fazendeiro de estatura equivalente: era um espaço de uns três metros quadrados nos fundos da casa da família do então pequeno Bruno Moro. A área era sua fazendinha – muitos anos antes de um jogo chamado Fazendinha virar febre nos smartphones e redes sociais.

    Ali, em suas brincadeiras, Bruno ora era agricultor (dedicado ao cultivo de feijão), ora era engenheiro dedicado à fabricação de maquinário. Ele tinha caminhão, trator, colheitadeira, pulverizador, plantadeira e uma infinidade de implementos. E não pense que ele era assíduo frequentador da John Deere Store. Era tudo de madeira, e o que não existia na versão de brinquedo, o próprio Bruno fabricava, juntando ripas, pregos e tampinhas de garrafa… E suas máquinas já estavam prontas para trabalhar na terra. Ou melhor, quase prontas. Os pés de feijão não eram de brinquedo, e seu tamanho era incompatível com o das maquininhas do garoto. Mas isso jamais impediu que ele passasse tardes e mais tardes brincando em sua pequeníssima propriedade.

    “De vez em quando, alguém diz que não sabe para onde levar as crianças durante as férias. Minha mãe dizia: ‘Com o Bruno, isso é fácil! Eu dou um saco de madeira e um de pregos, em duas semanas ele constrói a fazenda dele’.” Não bastasse isso, Bruno, às vezes, também bancava o projetista. Nas aulas de educação artística, enquanto os colegas desenhavam carros e bichos, o garoto desenhava as máquinas que tanto admirava.

    O pequeno Bruno Moro brinca em sua "fazendinha", no quintal de casa, em Nova Palma.
    Durante tardes a fio, o imaginário infantil levava o pequeno Bruno ao comando de sua “fazendinha”, no quintal de casa.
    Colheitadeira da John Deere desenhada pelo pequeno Bruno Moro na época de escola, quando tinha aulas de Educação Artística.
    O gosto do garoto pela produção agrícola dava o tom de seus desenhos nas aulas de Educação Artística. Desde criança, Bruno já se encantava com os tratores verdes

    A família é bem grande. São 11 irmãos por parte de mãe e outros 10 por parte de pai. Então imagina a quantidade de primos. Apesar de sua fazendinha, Bruno vivia em uma área mais urbana de Nova Palma. Mas adorava ir para a fazenda do seu tio Ênio quase todo domingo ou durante as férias escolares.

    Na propriedade do tio Ênio, havia algo que, em sua casa, Bruno só tinha em versão miniatura: máquinas. Seus primos, um pouco mais velhos, já trabalhavam no campo, o que deixava Bruno louco de vontade de aprender a dirigir os equipamentos. Se ele já vivia brincando com a terra quando estava em casa, ir à fazenda era uma verdadeira festa.

    A estreia do John Deere na família

    O primeiro John Deere surgiu por ali por volta de 1997. O tio Ênio apareceu com uma máquina verde que era novidade no mercado e que pouquíssima gente conhecia. Era um trator SLC – John Deere 5600 4×2. Anos mais tarde, o já engenheiro Bruno perguntou para o tio por que ele resolveu experimentar aquela novidade tão diferente, já que não conhecia mais ninguém que tinha. “Ele me disse que foi porque já se ouvia falar da qualidade da John Deere em relação aos outros fabricantes. Além disso, a máquina tinha uns diferenciais tecnológicos”, relembra.

    A mãe, dona Isabel, trabalhava em uma cooperativa agrícola. Certa vez, por algum motivo que ele não se lembra, Bruno estava com ela no trabalho quando encontrou uma revista sobre agricultura. Garoto curioso, ficou folheando o material, até encontrar uma página que o deixou embasbacado.

    Dou um saco de madeira e um de pregos e em duas semanas ele constrói a fazenda dele.

    Mãe de Bruno Moro, sobre como assegurar o entretenimento do garoto durante as férias

    Era um anúncio daquelas máquinas verdes, daquelas que o tio tinha adquirido. Elas eram robustas, vistosas, mas havia um certo detalhe que captou o olhar de Bruno. Era um canhoto no fim da página, com um convite para o leitor preencher e enviar para a John Deere para receber material promocional da marca.

    Bruno correu atrás de caneta, preencheu o pequeno formulário e pediu para a mãe colocar no correio. Algumas semanas depois, recebeu em sua casa um envelopão com o logo da SLC – John Deere cheio de catálogos de tratores e colheitadeiras. Uma das máquinas era um verdadeiro colosso: um trator 7500 de 140 cavalos – o maior e mais potente que havia na época!

    Bruno Moro, especialista em Soluções de Colheita da John Deere
    Quando criança, Bruno jamais imaginaria que as grandes máquinas verdes, objetos de encantamento, seriam tão presentes na vida do, hoje, especialista em Soluções de Colheita da John Deere

    O garoto ficou realizado. Se ele já dedicava suas aulas de educação artística a máquinas agrícolas, dali para frente, seus desenhos eram só John Deere. Com aquele vasto material, inspiração era o que não faltava. Àquela altura, Bruno já era produtor, operador, fabricante e projetista. Uma carreira de sucesso aos 10 anos, antes mesmo de começar a sua carreira de verdade.

    Opção inevitável pela Engenharia

    Com um histórico desses, escolher uma profissão não foi a maior das dúvidas de Bruno. Ele só não sabia se engenharia elétrica ou mecânica, mas uma visita a uma feira de profissões o ajudou a tomar a decisão. Foi estudar engenharia mecânica na Universidade Federal de Santa Maria.

    Quando ele era pequeno, existia aquela admiração pela John Deere, mas a empresa nunca esteve em seus projetos de vida. Era uma memória da infância, algo um tanto vago.

    Ali na universidade, porém, Bruno se deu conta de que a companhia não estava tão distante assim da sua realidade. Muitos estudantes participavam do programa de estágio e se tornavam funcionários.

    Era 2010. Bruno resolveu se inscrever para o processo seletivo. E, bom, se estamos contando a história dele aqui, nem precisamos fazer suspense para dizer que ele passou e segue sendo funcionário até hoje, certo? Durante o estágio e logo que foi efetivado, atuou na área de Engenharia de Produto, dedicado à parte hidráulica de colheitadeiras.

    O engenheiro mecânico Bruno Moro trabalhando com testes de campo do maquinário da John Deere.
    Da atuação na área de Engenharia de Produto aos testes de campo, colocando o maquinário John Deere a toda prova…
    Bruno Moro, especialista em Solucoes de colheita da John Deere
    A trajetória de Bruno Moro na John Deere envolveu viagens internacionais antes do trabalho atual no Marketing da empresa

    Um tempo depois, surgiu uma oportunidade que foi uma verdadeira realização – tanto para o Bruno criança como para o Bruno adulto: ele foi para o time de testes de campo. Ou seja, para validar a eficiência dos diversos atributos das máquinas, o rapaz precisava testar os equipamentos em condições reais de trabalho, o que significa pilotar, pilotar e pilotar mais um pouquinho.

    Não bastasse isso, o cargo ainda fazia com que ele viajasse para vários lugares, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e até para a China. O pequeno Bruno jamais acreditaria se lhe contassem o que o futuro lhe reservava. Bruno já está há 10 anos na John Deere. Hoje, ele trocou a Engenharia pelo Marketing: atua como especialista em soluções de colheita.

    A sua atuação ainda gera uma certa nostalgia. É que o avô da noiva de Bruno tem uma colheitadeira SLC 1000 fabricada em 1978 – e que funciona até hoje! Bruno até já pilotou o equipamento. E sempre que se encontram, o avô pergunta: “Como é que tá a empresa? Estão produzindo muita máquina?”

    Sim, muita máquina! Mas os tempos mudaram, e as soluções disponíveis hoje são muito mais que isso. Os garotos que, como Bruno, são apaixonados pela terra desde cedo agora podem brincar de agricultores na tela de um computador. Que cheguem as férias!

    Bruno Moro, especialista em Soluções de Colheita da John Deere, opera o modelo SLC 1000, ao lado do seu sogro e de seu cunhado.
    As raízes dessa história se entrelaçam ao longo de décadas. A colheitadeira modelo SLC 1000, de 1978, do avô da noiva de Bruno ainda funciona. Claro que ele não perdeu a oportunidade de operar a máquina

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