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    O gaúcho André Montiel, 47 anos, pai do Gabriel, marido da Luciana, tutor de três gatos e dois cachorros, pode ser rotulado como um capturador de emoções. Da vida, é um especialista em máquinas agrícolas, com 23 anos de experiência. Mas, no coração, é um fotógrafo capaz de enxergar e capturar a beleza do dia a dia no campo como poucos.

    A fotografia é um hobby que entrou de vez na vida do colaborador da Maqcampo, concessionária da John Deere, há mais ou menos sete anos. Foram as fotos tiradas para os relatórios preenchidos no atendimento aos clientes que inspiraram André. “Um dos grandes segredos de você conseguir atuar bem no seu trabalho é colocar sentimento, é estar 100% presente. Isso significa estar preparado tecnicamente para prover soluções para o cliente, mas também mostrar para ele a beleza do dia a dia. E aí eu comecei a tirar essas fotos e analisar, tratar no Photoshop, e, de repente, comecei a gostar e pensar: poxa, como isso é bonito, como é interessante. Foi brotando um sentimento”, lembra.

    Especialista em máquinas agrícolas, André Montiel une a paixão pelo trabalho com o prazer pela fotografia

    A paixão por fotografar começou na Bahia, estado em que ele trabalhou e morou por 12 anos. Antes disso, passou ainda pelo Mato Grosso, mas foi no Tocantins, onde vive atualmente, que encontrou seu porto. O estado tem belíssimas paisagens, que André tem o privilégio de visitar cotidianamente nos treinamentos que aplica, onde ensina trainees e clientes a lidarem com o maquinário John Deere.

    “Chego a passar cinco meses nas fazendas, então eu tenho muito tempo para fotografar. Pode ser de noite ou de manhã cedo – às vezes acordo 5h para pegar o sol nascendo. Faço muitas experimentações. Fico imaginando: as pessoas enxergam isso da maneira como estou enxergando? O agro, a lavoura, a máquina… Então, tento colocar na imagem o meu sentimento”

    André Montiel

    Reconhecimento nas redes sociais

    As fotos de André mostram paisagens, plantações, o céu e também um pouco de sua vida. Desde 2015, ele deixou a vergonha de lado e passou a postar seus cliques no instagram @andremontielkobra. Atualmente já são mais de 7 mil seguidores e muitos elogios ao seu talento. E o reconhecimento não é só na internet.

    Maquinário John Deere trabalhando no campo, em foto de André Montiel

    Há alguns meses, o proprietário e CEO da Maqcampo, José Augusto Araújo, pediu para receber coletânea de suas fotos. Sem contar nada, imprimiu algumas e colocou para decorar as paredes do escritório.

    Um dia, ao chegar na Maqcampo, a surpresa de ver seus trabalhos nas paredes da concessionária John Deere. A beleza do campo foi transportada para a empresa onde ele atua como especialista em máquinas agrícolas.

    “Nessa hora tenho certeza que outras pessoas conseguem enxergar a beleza, a estética que penso sobre o nosso trabalho. Se pensarmos de forma lógica, é muito duro o trabalho, tem que ter alguma coisa que te conecte com a beleza, com a arte, com as cores, com a luz”, diz.

    Porém, apesar da alegria, o único pedido feito, foi não assinar suas fotos. “Eu não me sinto bem, não quero comercializar, não é o foco. É realmente um passatempo, para mostrar como o agro é bonito. As pessoas têm aquela concepção de que a máquina é ferro, plástico, óleo. Não, é muito mais. É uma obra de arte. Quando estou analisando a máquina, eu penso na equipe de design da John Deere. Você sabe que ela é funcional, mas também tem beleza ali, alguém pensou em tornar aquela funcionalidade mais bela”, comenta.

    Uma máquina se torna uma obra de arte sob o olhar do artista

    Autodidata, por incrível que pareça

    As imagens tiradas por André poderiam ser, facilmente, creditadas a algum fotógrafo famoso. Por isso, é de se espantar quando ele conta que não fez curso e que captura muitas das imagens pela câmera do celular. “Eu li alguns livros, principalmente a respeito de configuração da câmera fotográfica. Porém, às vezes a câmera é pesada. E também não é legal levar o equipamento para o campo porque o excesso de poeira maltrata muito a câmera. Mas se der vontade de registrar uma imagem, uso o celular mesmo, que atualmente permite tirar fotos com formato bom e alta definição”, relata.

    Quando está pilhado, André pega o carro e vai para algum lugar preparado para “lançar aquele olhar analítico”. Ele nunca sabe onde vai encontrar o melhor ângulo, ou a melhor imagem, então vai de mente aberta. “Às vezes é uma folha de uma árvore que te encanta, é um inseto pousado em uma flor, é o contorno de um bando de madeira, é um pilar de concreto com uma armação de metal”, conta. Fotografar, para ele, é um hobby, uma terapia e, principalmente, a forma como se expressa. “É a conexão com a beleza, ela me torna menos lógico e mais sentimento”, reflete, enfatizando que se há algo definitivo em sua vida, é a fotografia: “Não vou parar nunca. É uma coisa que me move”, conclui.

    Captura da imagem pode ser por celular ou câmera fotográfica

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