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    Oficina mecânica sempre foi, historicamente, um ambiente masculino. Dificilmente, no passado, uma cliente se sentiria confortável em um estabelecimento desse ramo em qualquer canto do País. Na indústria também os homens sempre prevaleceram nesses setores, gerando incômodo em mulheres que a cada dia se perguntam mais e mais: por que não?

    Ao questionarem os padrões estabelecidos, elas foram chacoalhando os antigos valores e ocupando seus espaços. Isso não quer dizer que ainda não provoquem desconfiança ou desconforto em alguns, o que se torna mais inadmissível quando nos damos conta que já estamos na segunda década do século 21.

    Na Real Máquinas, concessionária John Deere em Mineiros (GO), há três dessas mulheres que ligam pouco, ou quase nada, para a opinião alheia em relação ao trabalho desenvolvido. Rafaela, Morgana e Raquelaine, nascidas na mesma cidade e com idade entre 22 e 23 anos, seguem em frente com seus macacões verdes na oficina mecânica da concessionária. Elas entraram na Real Máquinas por meio do Programa de Jovens Aprendizes, realizado pelo Senai em parceria com a Atvos, empresa de energia limpa e renovável cliente da John Deere. A boa performance das três jovens foram fundamentais para a posterior contratação como Técnicas da categoria E.

    Autoestima lá em cima

    Rafaela de Paula Lopes de Oliveira, que atualmente cursa a Faculdade de Agronomia, não tinha qualquer contato com a área de mecânica antes de entrar no programa Jovem Aprendiz. Até já tinha visto algo no curso teórico, mas nada na vida prática. Apesar da novidade em compartilhar o espaço com uma mulher, ela garante que os colegas a receberam muito bem. “Algumas pessoas da família e conhecidos, quando me veem com essa roupa, ficam espantados. Acham muito diferente. Mas eu me acho top, só por estar aqui já me sinto feliz”, diz.

    Rafaela Oliveira, da Real Máquinas, em frente a maquinário da John Deere
    Rafaela percebe olhares estranhos quando está com roupa de trabalho, mas ela se sente muito feliz com seu macacão verde

    Quando entrou no programa Jovem Aprendiz ela queria aprender coisas novas e crescer profissionalmente. Sem dúvidas, diz que conseguiu.

    “Não podemos desistir do que queremos. Assim que surgir a oportunidade, agarre e abrace. Os obstáculos vão existir, mas temos que buscar e mostrar para o mundo que a gente pode tal qual os homens. Somos diferentes, mas é essa diferença que move as coisas”

    Rafaela Oliveira, 22 anos

    Um pouquinho mais velha das três, Morgana Souza Morais, de 23 anos, soube do programa Jovem Aprendiz nas redes sociais e ficou curiosa. Largou o emprego de vendedora para abraçar essa oportunidade. As mulheres eram maioria no curso, mas bateu medo na hora de sair da teoria para encarar a prática. “Colocar em prática nosso conhecimento em um ambiente quase 100% masculino era intimidador. Na Atvos havia uma mulher mecânica trabalhando na hidráulica. Ela também tinha saído de um programa de aprendizes e isso nos incentivou muito”, conta.

    Morgana Morais sentiu medo, mas enfrentou com coragem a parte prática das aulas

    Na Real Máquinas não havia mulheres na mecânica até então, mas, assim como Rafaela, ela também se sentiu bem recepcionada pelos colegas. “Encontrei instrutores que me ensinaram muito, aprendi demais com cada um deles. O tratamento com a gente foi super tranquilo. Eles já tinham ensinado mulheres na oficina antes”, destaca.

    “As mulheres precisam ter o pé firme, não podem se deixar abalar pela negatividade das pessoas. Precisamos acreditar no nosso potencial e seguir rumo ao sucesso”

    Morgana Souza Morais, 23 anos

    Foi em uma publicação do Senai que Raquelaine Barbosa soube do programa Jovens Aprendizes. Tal qual as colegas, ela também não tinha qualquer conhecimento prévio e, da mesma maneira, ficou interessada em aprender. “Quando cheguei na Real Máquinas, gostei muito do trabalho e da oportunidade que eles têm me dado. No curso havia várias outras mulheres aprendendo na parte mecânica como nós e isso nos deu mais confiança”, afirma.

    Raquelaine Barbosa em frente a maquinário John Deere, na Real Máquinas
    Confiança de Raquelaine aumentou ao encontrar outras mulheres no curso

    “O primeiro passo é sonhar. O segundo é acreditar. O terceiro é persistir. Nunca devemos deixar de sonhar e de correr atrás de nossos objetivos”

    Raquelaine Barbosa, 22 anos

    Dessa forma, Rafaela, Morgana e Raquelaine entram para as estatísticas de mulheres que passam a ocupar novos postos de trabalho também no setor agro. Toda a sociedade tem muito a ganhar com essa transformação. Que venham tantas outras pela frente.

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